É sempre uma questão em aberto a origem do bem-estar humano.
Toda a nossa existência é baseada nisso, seja cumprindo boas ações, compromissos, desafios, desejos. Mas há também um lado mais sombrio dessa busca desenfreada pelo bem-estar; a falta de algo que nos impulsione, fato que nos leva a buscar compulsões e excessos. Todos os seres existentes numa sociedade vazia de valores e objetivos plausíveis, se vêem em condições deploráveis.
Parece normal quando você gasta seu salário em compras, quando você pula de um relacionamento fracassado a outro sem tempo de respirar. Ou mesmo quando você se preocupa com a quantidade, só para provar a si mesmo algo que você mesmo desconhece. Também quando você acha que seu bem-estar é um emprego bem remunerado, no qual odeia, no final você está apenas cumprindo a necessidade do sistema. E o que sobra para você? – Apenas um monte de frustrações, excessos, bebedeiras e drogas que seu psiquiatra recomenda.
No geral, é um vício novo para a cura do antigo, uma nova droga pra compensar a já usada e esse é o alicerce que nos segura. Essa é a base do ser humano atualmente, mais do que em qualquer outra época na história, correr atrás do vento em busca de uma brisa reconfortante.